A quantidade de gente que me tem dito que já não acredita que o Brexit vá realmente acontecer, tem aumentado drasticamente.
No entanto, eu continuo convicta de que a coisa se vai realmente dar.
Foi adiado mais uma vez. Agora até 31 de Janeiro.
Eu e a minha família já tratámos do pre-settlement scheme, mas até agora ainda não obtivemos resposta.
Temos muitas novidades para contar. Vêm aí mais umas quantas voltas no carrocel.
Daquelas da malta ficar de cabeça para baixo!
Ainda não é nada concreto e por isso não me vou adiantar.
Reina por aqui uma falsa calma, uma névoa adormecida que quando acordar vai resultar num turbilhão!!
A minha esperança é que seja um turbilhão dos bons.
Aqueles que nos deixam sem chão mas que no fim nos fazem entender como valeu a pena!
É mesmo isso que eu quero!
Torçam por nós! 🤞🏽
Beijufas
Lexa M.
quinta-feira, 7 de novembro de 2019
terça-feira, 8 de outubro de 2019
3 Anos 😁🏴
Olá!
Tudo bem por aí?
Pois é, parece que foi ontem, mas faz hoje 3 anos que eu e a minha filhota viemos para Inglaterra.
Sem saber o que esperar, mas com esperança.
Esperança no futuro!
Decidimos vir para Inglaterra para poder proporcionar à nossa família aquilo que muitos só sonham!
Ter tempo!
A nossa qualidade de vida neste momento é incomparável à que tínhamos em Portugal, nos últimos tempos. E eu digo últimos tempos porque não foi tudo mau.
Tivemos tempos bons em Portugal.
Tivemos a nossa casa de sonho.
Custou-me muito vender a minha casa, porque nela criei dos melhores momentos da minha vida. Fui muito, muito feliz lá dentro.
Mas... acabou! A casa já não é nossa, e aquela nostalgia que me perseguiu durante quase todo o verão, dissipou-se!
Agora, passou o medo.
Agora só ficou o sorriso aconchegante!
Porque vamos percebendo que a felicidade é isto!
Memórias! As boas! As que nos enriquecem, que nos fazem levitar.
Neste momento, estou a criar memórias.
Num país diferente.
Numa casa diferente.
Com uma maneira de estar e de pensar diferentes!
Mas estou a criar memórias únicas! Majestosas!
Eu e a minha família, por quem daria a minha vida!
O meu Peter a minha India, são o ar que eu respiro, e posso garantir-vos que neste momento iria para qualquer parte do mundo só para os ver felizes!
Mas somos felizes aqui!
Com muitas saudades dos bitoques, claro! 🙄 Saudades dos amigos.
Mas as distâncias vão-se encurtando com as mensagens,com as vídeo chamadas e com as viagens low-cost!
Aqui temos o que sempre pedimos.
Estabilidade, tranquilidade, trabalho e tempo.
Temos o bem mais precioso.
Tempo para estarmos juntos.
Os três. Juntinhos no quentinho e de pijama.
Juntinhos com as botas de montanha para explorarmos o mundo.
Juntos!
E isso é o que mais agradeço ao Universo.
Isso é o que mais destaco nestes 3 anos em Inglaterra!
Hoje é um dia bom.
Parabéns ao meu mano aue faz anos hoje! 🎊🍾
Façamos as nossas memórias onde quer que seja, quando quer que seja mas sempre com os que amamos!
terça-feira, 24 de setembro de 2019
Eternas contradições
É a segunda vez que a minha mãe tem de apanhar um avião de urgência,
para chegar a Portugal a tempo de estar presente num funeral.
Isto tem mexido connosco (o nosso núcleo).
Não voltaria para Portugal tão cedo a menos que fosse “obrigada “, mas reconheço que há coisas que custam um bocadinho.
Não deixamos de estar longe.
Longe do nosso país, longe dos nossos.
Perdemos casamentos, baptizados, aniversários, funerais.
Perdemos as crises, as conquistas.
Tenho de fazer constantes “re-fresh” ao cérebro para concluir que mesmo perdendo tanta coisa, continua a compensar.
Nem sempre me convenço.
A minha filha está a adorar cá estar, mas não sei se iria adorar estar lá. Aí!
Não sei.
O que eu sei é que há por aqui dias muito nublados. Muito mesmo.
Só que não demoro muito para me lembrar que também “chovia” muito por Portugal.
A “novidade “ que eu tinha para contar, não é bem uma novidade, é mais uma espécie de página que virámos e que me deixa com um misto de sentimentos.
Por um lado fico feliz, porque sei que neste momento é o que faz mais sentido para a minha vida e para a minha família, mas por outro lado fico um bocadinho triste. Nostálgica, talvez.
Vendemos a nossa casa em Portugal. E parece que cortamos a única corrente que ainda nos “prendia” a Portugal. Havia sempre aquela sensação de que um dia íamos voltar e a nossa casa estava lá “guardadinha” à nossa espera. Era como se ainda nos sentíssemos vinculados e como se ainda lá pertencêssemos.
Agora parece que não. É como se já fôssemos uns verdadeiros “forasteiros “ que só lá vão de visita. Já não pertencemos ali. E isso dói um bocadinho.
Não que alguém me fizesse sentir assim, sou eu que me sinto assim.
Não faço ideia se acabarei os meus dias por terras de sua majestade, não sei se volto para Portugal um dia ou se ainda vou parar a qualquer outro lugar no mundo.
O que eu sei, é que por muito que eu própria ache estranho, a verdade é que é aqui que me sinto em casa.
Pelo menos, por enquanto!
😙 Lexa
para chegar a Portugal a tempo de estar presente num funeral.
Isto tem mexido connosco (o nosso núcleo).
Não voltaria para Portugal tão cedo a menos que fosse “obrigada “, mas reconheço que há coisas que custam um bocadinho.
Não deixamos de estar longe.
Longe do nosso país, longe dos nossos.
Perdemos casamentos, baptizados, aniversários, funerais.
Perdemos as crises, as conquistas.
Tenho de fazer constantes “re-fresh” ao cérebro para concluir que mesmo perdendo tanta coisa, continua a compensar.
Nem sempre me convenço.
A minha filha está a adorar cá estar, mas não sei se iria adorar estar lá. Aí!
Não sei.
O que eu sei é que há por aqui dias muito nublados. Muito mesmo.
Só que não demoro muito para me lembrar que também “chovia” muito por Portugal.
A “novidade “ que eu tinha para contar, não é bem uma novidade, é mais uma espécie de página que virámos e que me deixa com um misto de sentimentos.
Por um lado fico feliz, porque sei que neste momento é o que faz mais sentido para a minha vida e para a minha família, mas por outro lado fico um bocadinho triste. Nostálgica, talvez.
Vendemos a nossa casa em Portugal. E parece que cortamos a única corrente que ainda nos “prendia” a Portugal. Havia sempre aquela sensação de que um dia íamos voltar e a nossa casa estava lá “guardadinha” à nossa espera. Era como se ainda nos sentíssemos vinculados e como se ainda lá pertencêssemos.
Agora parece que não. É como se já fôssemos uns verdadeiros “forasteiros “ que só lá vão de visita. Já não pertencemos ali. E isso dói um bocadinho.
Não que alguém me fizesse sentir assim, sou eu que me sinto assim.
Não faço ideia se acabarei os meus dias por terras de sua majestade, não sei se volto para Portugal um dia ou se ainda vou parar a qualquer outro lugar no mundo.
O que eu sei, é que por muito que eu própria ache estranho, a verdade é que é aqui que me sinto em casa.
Pelo menos, por enquanto!
😙 Lexa
quinta-feira, 19 de setembro de 2019
A place called home
Hello people’s!!
Estamos a supostamente 11 dias da data limite estabelecida pela união europeia, para que UK assine um acordo.
Essa é uma realidade difícil de acontecer, mas eu vou contar-vos um segredo. Já nem os emigrantes nem os próprios ingleses suportam ouvir falar do assunto Brexit.
Já não há pachorra!!
Hoje, eu e o Peter iremos tratar do pre-settlement que foi pedido a todos os emigrantes que cá estão há menos de 5 anos.
Curiosamente quando vou trabalhar ( e eu trabalho com alguns ingleses, mas a maioria são emigrantes) ninguém me parece preocupado com o que aí vem. Parece que só eu é que estou a “freakar’ um bocadinho.
Talvez seja a descrença de que alguma coisa mude realmente, porque este assunto já se arrasta há tempos infinitos.
Eu sou daquelas que prefiro esperar o pior para depois ser surpreendida pela positiva.
Vamos ver!
De resto, a vidinha vai bem! Muito bem.
O trabalho, o college (sim, eu e o Peter voltámos ao college) o ginásio e a casa.
Andamos aqui nas remodelações!
Sinto-me muito bem aqui. Em casa.
Esta agora é a minha casa.
Agora.
Porque é AGORA que interessa!
Próxima semana já posso contar-vos uma novidade, que nem sei se é boa ou má.
Kiss
Lexa
Estamos a supostamente 11 dias da data limite estabelecida pela união europeia, para que UK assine um acordo.
Essa é uma realidade difícil de acontecer, mas eu vou contar-vos um segredo. Já nem os emigrantes nem os próprios ingleses suportam ouvir falar do assunto Brexit.
Já não há pachorra!!
Hoje, eu e o Peter iremos tratar do pre-settlement que foi pedido a todos os emigrantes que cá estão há menos de 5 anos.
Curiosamente quando vou trabalhar ( e eu trabalho com alguns ingleses, mas a maioria são emigrantes) ninguém me parece preocupado com o que aí vem. Parece que só eu é que estou a “freakar’ um bocadinho.
Talvez seja a descrença de que alguma coisa mude realmente, porque este assunto já se arrasta há tempos infinitos.
Eu sou daquelas que prefiro esperar o pior para depois ser surpreendida pela positiva.
Vamos ver!
De resto, a vidinha vai bem! Muito bem.
O trabalho, o college (sim, eu e o Peter voltámos ao college) o ginásio e a casa.
Andamos aqui nas remodelações!
Sinto-me muito bem aqui. Em casa.
Esta agora é a minha casa.
Agora.
Porque é AGORA que interessa!
Próxima semana já posso contar-vos uma novidade, que nem sei se é boa ou má.
Kiss
Lexa
domingo, 1 de setembro de 2019
Brexit is back!!!
Hello people’s!
Com o passar do tempo acho que me esqueci um bocadinho de qual era o objetivo deste blogue.
Sim, é claro que era um convite a quem quisesse partilhar comigo (e com a minha família) a nossa jornada emigrante. O que eu me fui esquecendo era de referir que este novo passo na nossa vida foi dado em pleno processo de Brexit. Ou seja, o país que escolhemos para emigrar pretende abandonar a comunidade europeia.
Evidentemente que a nós, emigrantes, isso não traz nada de bom.
A decisão da saída da Inglaterra da CE foi tomada em Junho de 2016, quando eu e o Peter andávamos em processo de “desmantelamento” da nossa casa lá em Portugal.
Levei com o meu primeiro balde de água fria.
Quando vim para cá, no primeiro mês acho que entrei em pânico umas quantas vezes, até que a tempestade foi passando e conforme as nuvens se dissiparam eu fui percendo que esta história do brexit ainda ia dar pano para mangas e ainda estava longe de acontecer.
Fomos vivendo a nossa vidinha por aqui, fomos ficando cada vez mais confortáveis, fomos criando laços e vínculos com os lugares e as pessoas.
Tenho neste momento a ideia de existirem duas realidades diferentes na minha vida. A de cá e a de lá!
Este ano quando fui de férias a Portugal, senti umas saudades enormes de Portugal e das minhas rotinas. Isto porque, quando temos saudades de algo, temos tendência para nos lembrarmos apenas do que era bom.
Quando cheguei a Inglaterra, lembrei-me de que tinha deixado para trás muito mais do que aquilo de que tinha saudades. Havia a parte má. Aquela que me (nos) fez sair.
Talvez seja assim com a Inglaterra. Talvez a Inglaterra queira sair porque já não está totalmente feliz ou satisfeita com a união europeia.
Eu não sei, e não me sinto no direito de opinar acerca de um assunto que não domino e sobre o qual já muito se disse, já muito se escreveu.
O que eu sei é que segundo parece o brexit vai finalmente acontecer de forma oficial já no próximo dia 31 de Outubro. Sim, sim no dia das bruxas. Enfim!
E eu não sei muito bem o que esperar.
Estamos neste momento com uma qualidade de vida com a qual só sonhávamos em Portugal.
E acreditem que não tem nada de luxuoso ou de abastado. É apenas uma vida desafogada, de quem trabalha muito mas consegue pagar as contas e ainda ter dinheiro para umas graças de vez em quando.
O que nos fez sair de Portugal foi mesmo a falta de dinheiro. Mas a razão para querermos focar em Inglaterra já ultrapassa a questão monetária.
Pelo menos até à data. E eu só posso falar da minha experiência pessoal.
O próximo passo será aplicarmos para um Pre Settlement Form, que irá analisar se somos ou não elegíveis para viver, trabalhar e estudar em Inglaterra após o brexit.
Tenho receio que as coisas mudem para pior (muito pior) e tenho receio de que chegue o dia em que não nos compense estar cá.
Não quero mesmo que isso aconteça. Quero ficar aqui!
Mas tenho planos. Tenho planos para Portugal.
Talvez ainda vos escreva antes, se não, volto em Outubro, ou em Novembro!!
Com boas notícias eu espero! 🤞🏽
Com o passar do tempo acho que me esqueci um bocadinho de qual era o objetivo deste blogue.
Sim, é claro que era um convite a quem quisesse partilhar comigo (e com a minha família) a nossa jornada emigrante. O que eu me fui esquecendo era de referir que este novo passo na nossa vida foi dado em pleno processo de Brexit. Ou seja, o país que escolhemos para emigrar pretende abandonar a comunidade europeia.
Evidentemente que a nós, emigrantes, isso não traz nada de bom.
A decisão da saída da Inglaterra da CE foi tomada em Junho de 2016, quando eu e o Peter andávamos em processo de “desmantelamento” da nossa casa lá em Portugal.
Levei com o meu primeiro balde de água fria.
Quando vim para cá, no primeiro mês acho que entrei em pânico umas quantas vezes, até que a tempestade foi passando e conforme as nuvens se dissiparam eu fui percendo que esta história do brexit ainda ia dar pano para mangas e ainda estava longe de acontecer.
Fomos vivendo a nossa vidinha por aqui, fomos ficando cada vez mais confortáveis, fomos criando laços e vínculos com os lugares e as pessoas.
Tenho neste momento a ideia de existirem duas realidades diferentes na minha vida. A de cá e a de lá!
Este ano quando fui de férias a Portugal, senti umas saudades enormes de Portugal e das minhas rotinas. Isto porque, quando temos saudades de algo, temos tendência para nos lembrarmos apenas do que era bom.
Quando cheguei a Inglaterra, lembrei-me de que tinha deixado para trás muito mais do que aquilo de que tinha saudades. Havia a parte má. Aquela que me (nos) fez sair.
Talvez seja assim com a Inglaterra. Talvez a Inglaterra queira sair porque já não está totalmente feliz ou satisfeita com a união europeia.
Eu não sei, e não me sinto no direito de opinar acerca de um assunto que não domino e sobre o qual já muito se disse, já muito se escreveu.
O que eu sei é que segundo parece o brexit vai finalmente acontecer de forma oficial já no próximo dia 31 de Outubro. Sim, sim no dia das bruxas. Enfim!
E eu não sei muito bem o que esperar.
Estamos neste momento com uma qualidade de vida com a qual só sonhávamos em Portugal.
E acreditem que não tem nada de luxuoso ou de abastado. É apenas uma vida desafogada, de quem trabalha muito mas consegue pagar as contas e ainda ter dinheiro para umas graças de vez em quando.
O que nos fez sair de Portugal foi mesmo a falta de dinheiro. Mas a razão para querermos focar em Inglaterra já ultrapassa a questão monetária.
Pelo menos até à data. E eu só posso falar da minha experiência pessoal.
O próximo passo será aplicarmos para um Pre Settlement Form, que irá analisar se somos ou não elegíveis para viver, trabalhar e estudar em Inglaterra após o brexit.
Tenho receio que as coisas mudem para pior (muito pior) e tenho receio de que chegue o dia em que não nos compense estar cá.
Não quero mesmo que isso aconteça. Quero ficar aqui!
Mas tenho planos. Tenho planos para Portugal.
Talvez ainda vos escreva antes, se não, volto em Outubro, ou em Novembro!!
Com boas notícias eu espero! 🤞🏽
terça-feira, 25 de junho de 2019
I’m back!
Hello people’s!!
Estou de volta porque me apeteceu.
Vêm aí novidades a caminho.
Muitas pá!
Não podia deixar de as partilhar convosco!
Estamos óptimos e a curtir o início do verão.
Em breve virei satisfazer a vossa curiosidade.
Acreditem que já não falta tudo! 😚
Cheers !!
Tejá! 😉
Estou de volta porque me apeteceu.
Vêm aí novidades a caminho.
Muitas pá!
Não podia deixar de as partilhar convosco!
Estamos óptimos e a curtir o início do verão.
Em breve virei satisfazer a vossa curiosidade.
Acreditem que já não falta tudo! 😚
Cheers !!
Tejá! 😉
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